CARTAS ANO 2011

 Carta recebida em 24 de dezembro de 2011

Como vai, comadre.

Há tempos que não tenho notícias suas, nem das crianças. Diga pra minha irmã que estou bem, sinto falta de vocês todos e inclusive do aperreio dos meninos. Saudade das colegas, das bodegas, de todos os lugares que vimos passar.
Dá vontade de chorar, por lembrar, como era bom com vocês estar. Mas aqui tá tudo bem, diga a todos que estou bem.
Vontade de aqui mesmo ficar com amor e carinho.

Abraços do Josevaldo para a família toda.
 


Carta recebida em 07 de dezembro de 2011


Está se aproximando de todos a luz natalina. Vamos lembrar que esta luz foi um exemplo de vida para todos nós, que Jesus é a luz mais brilhante em nossas vidas e ele vive dentro de cada um de nós.
Está na hora de refletir e ver que só o amor e o perdão é que nos faz chegar até o Pai, pois, quem não perdoa não ve o amor de Deus, está cego totalmente, tanto a matéria como o espírito. Quem não perdoa, não ama. Vive totalmente no absoluto. Deus perdoa todas as nossas ignorâncias.
Desejo a todos vocês um feliz ano novo de muitas prosperidades, meus irmãos aí da Terra.
Papai, mamãe, Raimundinho envia um beijo para todos os irmãos.


Manuel Antonio Fontenele


Carta recebida em 19 de novembro de 2011

Mãe, eu nunca passei por tantas coisas ruins. Ao passar dos anos, eu só pensei em te buscar para em teu seio encontrar conforto nessa tão calejada dor. Hoje eu entendo e prossigo sabendo que daqui em diante muito terei a cumprir, que a vida me ensinou a ser forte e a não desistir das barreiras que me defrontam. Se hoje sou assim, se hoje sou melhor foi por conta da escuridão que passei e agradeço a ti, querida mãezinha não ter te encontrado antes.
Saudades e felicidades, da tua grande filha que hoje é uma verdadeira mulher!

Solange


Carta recebida em 19 de novembro de 2011

Amo você
Eu estou num lugar muito bonito, com jardim como os que a mamãe gostava de cuidar. Hoje estou recuperado dos cortes, minha linda Vanessinha.
Diga a Rosy que estou bem, as vezes ela pensa em mim e eu vejo que ela sofre, mas estou muito bem. Que ela cuide da Maria de Lurdes. Ela precisa de atenção.
Saudades de todos.
Diga a Verusquinha que sua neném é um presente maravilhoso.

Beijos
Raul Luar


Carta recebida em 12 de novembro de 2011

Em nenhum momento esqueci quão bonita estavas naquela noite em que parti. Por horas fiquei a lembrar daquela imagem como se fosse única. Mas, a verdadeira e melhor imagem que tenho até agora de ti, é o amor que nos une. Pois que os planos estejam nos separando, sei que a vida irá se encaminhar para que um dia possamos nos encontrar e, encontraremos na palavra de Deus e de um irmão amigo, a força que procuramos para nos elevarmos acima das forças da matéria. Vou está contigo para sempre e no agora só me resta o esperar.

Que assim seja tua vontade, Amém!

Que eu possa está contigo de agora em diante, foi bom te reencontrar!

Sem assinatura


Carta recebida em 12 de novembro de 2011


Querida irmã,
Aqui hoje me encontro para te dizer que nem tudo foi assim tão fácil para mim. Mas me encontro bem e em um lugar feliz, onde as luzes dos anjos possam me iluminar trazendo alegria e paz para os que aqui se encontram comigo. Não sei te dizer quanto tempo se passou, mas, as lembranças guardo aqui comigo e destas não me desvencilharei.

Que a paz de Jesus possa sempre está contigo.

Daquela que sempre te amou!

Claudete


CARTAS RECEBIDAS EM SETEMBRO DE 2011

Carta recebida dia 01 de outubro de 2011

Mãe, te peço que não chores, porque o lugar onde estou é muito lindo e estas pessoas que conheci em minha juventude.
Mãe, não fiques em dores, em prantos porque isso não vale a pena. Eu sei que quando perdemos alguém na Terra dói, mas, só agora compreendo o verdadeiro significado de nossa ida à Terra.
Mãe Tereza, mãezinha eu estou bem, deixe de prantos, apenas ore porque você em prantos me dói o coração e me perturba a alma aqui. Apenas ore. Eu estou bem e vivo, não se preocupe.

João Guilherme (...ilegível) dos Santos

 
Carta recebida dia 26 de outubro de 2011
Pai, eu sei que o senhor é contra esse negócio de macumba, mas pai através dela consegui ajuda e amigos. E a macumba que você tanto falava, se chama espiritismo, que é totalmente diferente do que você falava.

Pai, aprendi a ser humilde, aprendi a perdoar. O que aconteceu comigo não foi por causa do espiritismo, por favor pai, seja compreensivo, aprenda a amar o próximo. Se eu me fui, é que estava programado pra eu vir de volta pra cá.

Pai, apenas peço para que um dia você, quem sabe, mamãe, conheça a verdade.

Abração

Jota de Lima para o pai Lima Marcelo
 
Carta recebida dia 29 de outubro de 2011

Faz algum tempo desde que tudo aconteceu. Foi tudo muito rápido, nem pude ver ou lutar contra. O carro pegou-nos em cheio e de jeito. Quando dei por mim, já estava em um hospital deste lado sendo cuidada com as medicações que eles tem aqui.
Hoje, meus irmãos, posso dizer graças ao Pai Maior, que estou quase totalmente recuperada e já me preparo para trabalhar e auxiliar aos irmãos que chegarão a esse plano, à essa colônia.
Na época que despertei, não quis aceitar os acontecimentos, porque minha familia chorava muito, principalmente a minha mãe. Cada lágrima que via em seu rosto chegava ao meu coração em forma de muita dor, mas consegui superar e me concentrar nas atividades daqui para que desta forma pudesse auxiliá-la. Hoje posso ver como ela já está melhor, procurando conforto nos lares espirituais e encontrando consolação nas palavras do nosso Pai Maior e na reencarnação.
Ela chegará até vós, irmãos e eu peço que entregue estas palavras à ela, para que ela possa ter certeza de que daqui estou olhando e auxiliando, jogando luz e orando para que ela supere aquele terrível acidente.
Fiquem em paz, irmãos e muito obrigado.

Luiza Maria Martins



CARTAS RECEBIDAS EM SETEMBRO DE 2011

Carta recebida dia 3 de setembro de 2011

Eu queria ter forças para conseguir, mas ainda estou muito cansada. Só preciso dizer que estou bem, pedir para eles pararem de chorar e de sofrer. Minha hora havia chegado, só preciso de luz, orações, para ter descanso e paz.

Obrigado filhos, pela oportunidade. Que a paz do criador permaneça convosco.

Maria Lúcia Candeira Alcântara

 

Carta recebida dia 3 de setembro de 2011

Foi quem me amparou, a luz. Não a luz do bojo mas aquela luz branca e azul.

As queimaduras nem senti tão forte, fui socorrida logo, antes das chamas me queimarem o corpo todo. Só essa na minha barriga que ainda teima em arder, mas também não é tão forte, é só nessa intensidade mesmo, porque todos os dias eles vem para rezarem nos meus ferimentos e já tô ficando boazinha.

Diz pra mamãe que a culpa não é dela, não foi a panela vazia, foi o gás que fez isso. Mas eu aprendi aqui que é a gente que escolhe, então, eu que quis, iria ser dessa forma de qualquer jeito, mas, iria ser naquele dia. 

As lágrimas dela me fazem ficar triste. Peçam para ela parar, por favor. A gente ainda vai se reencontrar, isso irá deixá-la mais tranquila. É só ela ter certeza que ainda vai me pegar nos braços, sentir o meu abraço e os meus cabelos no seu rosto. Meu perfume também irá com o vento, tocar seu nariz para deixá-la feliz.

Fica bem mamãe, para que eu fique também.

Michelly - 8 anos.  

Carta recebida dia 3 de setembro de 2011


Agradeço a todos os anjos aqui, por terem me ajudado no momento difícil. Só peço que comuniquem a minha mainha que lembrarei sempre dela em meu coração.
Mainha, deixo um grande abraço, mas, logo estarei retornando. Tenho que ir para outro hospital.
Lembranças ao papai. O amor que ele tem por mim, jamais esquecerei.
Até breve, Mainha!
Com saudades do seu filho,
Antonio José Pereira
  
Carta recebida dia 10 de setembro de 2011

Pai, eu já sei que a culpa não foi sua. Não se martirize achando que tudo acabou, não é assim, aqui a gente tem outra vida desse outro lado.
Estou viva, faço quase tudo que fazia quando me encontrava aí com o senhor, com vocês todos.
Deixe disso, quero que o senhor seja feliz aí na Terra, para que quando chegar a hora, a gente possa novamente se encontrar.
Seremos felizes novamente. Fica em paz e com Deus papai.
A sua benção,


Maria Iraneide Rocha Sousa


Carta recebida dia 10 de setembro de 2011

Rafael,

A mamãe tá bem filhote. Estou com os anjinhos da guarda que você pede todo dia para me protegerem. Fique certo de que eles fazem isso mesmo.
Continue rezando como a vovó te ensinou que tudo ficará bem, cada vez melhor, você vai ver.
Fica em paz, fica bem e não esquece que a mamãe ama você.
Um beijo e um aperto na bochecha.


Sonia Maria


Carta recebida dia 14 de setembro de 2011

Nunca pensei que morrer fosse tão sacrificioso, tão doloroso. Pensei que quando morresse fosse direto para o céu, mas não, estou em um lugar que só existe sofrimento, choro e grito. 
Mãe, me perdoa se fui tão ruim com você. Chamava de macumbeira, pensando que eu é que tava certo, mas vi agora que é o contrário. Peço desculpas. Reze para mim, sofro muito.
Minha mãe, agora tenho que terminar, tenho que ir para um hospital aqui mesmo.
De seu filho, 

José Paulo


Carta recebida dia 17 de setembro de 2011

Nunca pensei que viajar, andar ou até correr de transporte, poderia ser tão divertido, mas é uma dor muito grande. Porque nunca pensei que capotar era muito perigoso, agora estou morto. De que vale a vida se não posso mais tocar meus pais, minhas filhas...
Deparei-me, hoje, com uma luz brilhante que de longe ecoava: segue teu anjo que serás ajudado.
Papai, sinto muito ter que morrer assim, tragicamente, mas meu destino , ou quer dizer, nós, escolhemos morrer dessa forma.
Só espero não fiquem sofrendo muito, porque em breve estarei de volta mais instruído, como filho de meu filho ou neto, portanto, longe da família por pouco tempo.
Abraço amoroso de seu filho,


José Alexandre

Carta recebida em 20 de setembro de 2011



Mãe Rosália, me perdoe. Eu nunca que sabia que uma simples brincadeira minha pudesse lhe magoar tanto. Mãe, perdoe. Eu prometo que nunca mais faço isso .

Meu Deus me ajude! Eu quero voltar.

Eu não quero morrer.



Sem assinatura



Carta recebida dia 21 de setembro de 2011

Pai, peço que você me perdoe por ter pegado seu carro escondido e ainda ter lhe humilhado, pois, agora sei que a distância dói muito mais do que um simples corte, ainda quando a distância é para sempre. Mas, fui ajudado, passei momentos difíceis mas com a ajuda de Deus, pai, consegui me arrumar.
Peço que me perdoe. Perdão. Peço apenas uma coisa de você agora, a benção pai.

Rodolfo Lima


Carta recebida em 28 de setembro de 2011

Nunca pensei que me atirar tão livremente de uma janela pudesse me atrapalhar do jeito que estou. Nunca pensei que a liberdade fosse mais dolorosa que nossa vida.
Pensei que com a liberdade eu pudesse fazer tudo, mas nem tudo posso fazer amigos.
Hoje venho aqui para vos dizer que nunca deixe que a liberdade venha a você ou que você vá à liberdade. Faça a moda antiga, lute por ela, mas, consciente, com responsabilidade e amor.

Roberto. 

CARTAS RECEBIDAS EM AGOSTO DE 2011

Carta recebida em 6 de agosto de 2011

Às 8 horas eu já não estava mais aqui. Tanta agonia pude ver quando sai do meu corpo quase sem entender direito, mas sabia o que era o freio, o acidente, a batida.

Ainda não sei ao certo, às vezes me vem flashs do dia, das pessoas penalizadas por eu ser tão novo, pois eu tinha ouvido falar sobre esse assunto, que a gente ainda ficava vivo depois que morresse. Não entendi, ainda, como tudo aconteceu, mas, eu não fui o único. Eu não estava só, ali. 

Eu nem vi quando aconteceu, mas fui logo socorrido e trazido para cá. Fiquei no hospital da Terra e no daqui, só estava mesmo esperando o dia de desligar totalmente.

Agora já entendo um pouco mais sobre essas coisas de vida após a morte. Já sei até que a morte é só uma passagem necessária para um novo aprendizado e evolução.

Não sei ao certo se cheguei a lutar quando estava no hospital da Terra ou se me entreguei logo por saber que já era a hora.

Só vim pedir que não sintam pena por eu ser "tão novo". Na verdade, só o meu corpo físico assim o era. Tudo aconteceu como e quando tinha que ocorrer, apenas rezem, rezem e rezem.

Só isso

Jeferson Amorim 
 

Carta recebida em 6 de agosto de 2011

Eu só queria saber como vim parar aqui, quem me trouxe. Já que na hora que aconteceu eu só vi uma luz e nada mais. Como isso pode ser possível? Eu ainda estou viva? Não compreendo direito, só sei que estou numa espécie de hospital, estão me tratando bem, mas como?
Queria entender. Só me pedem para ter calma que na hora certa saberei.

E minha mãe? Quanto choro, não precisa. Eles dizem aqui que agora está tudo bem comigo.

Não mamãe, não chora. Pode parar, porque cada choro seu eu sinto como gritos daqui e eles me dizem que não é bom para mim. Me deixaram vir aqui hoje, só para lhe dizer que estou bem e para te pedir que substitua o choro por prece. E não é só rezar. 

Mas, agora preciso voltar, pois já estão me chamando.

Fica bem que eu também vou ficar.

Um beijo,

Bruna Yasmin de Sousa


Carta recebida em 6 de agosto de 2011

Minha querida mãe, peço-te perdão. 

Sei que não fui o filho que você queria e mais, não tinha o direito de fazer o que fiz, porém, minha mãe, tudo que preciso agora é que você me ajude. 

Não sei viver aqui, se você não me perdoar. Me desculpe, por favor, não deixe de orar por mim, sou seu filho que hoje sabe o quanto você me amou. 

Me perdoe e diga a todos que um dia eu amei a todos vocês, só não sabia que este sentimento, tão bom e tão incompreendido que eu sentia era o amor, que você tanto me falava.

Seu filho,
Pedrinho


Carta recebida em 6 de agosto de 2011


Eu só queria dizer para Amanda parar com isso, porque ela não tem culpa de nadinha. As coisas simplesmente acontecem quando chega a hora. Digam a ela, por favor, para ficar em paz consigo e comigo. Ninguém está cobrando nada dela, nem mesmo eu.


Já estou bem. Na verdade, me venci eu mesmo. Fiz não por causa dela, foi porque eu quis, nem foi para chamar a atenção.

Isso já ia acontecer, eu só antecipei por algumas horas o que já iriam fazer comigo.


Fica bem, Amandinha. Fica em paz que daqui de "cima" estarei olhando por você e te protegendo.


Fica com Deus.


Do seu Daniel

Carta recebida em 6 de agosto de 2011

Querida mãezinha, peço que você não fique mais sofrendo assim. Não lembre daquele terrível acidente que quase lhe tirou a vida. Se foi eu que morreu foi porque era meu dia, estava marcado, até naquele lugar.

Eu não sei porque não fui eu mesmo no seu lugar, dizia você. Mãezinha, não culpe a Deus nem se preocupe, era ali que eu tinha escolhido o meu túmulo. Não fique em prantos sem necessidade e que possa ser ter certeza, Deus não tem culpa de coisa alguma.


Ali era uma antiga cidade onde havia morado em que fora um homem impiedoso, sem sentimento e orgulhoso.


Mamãe, quando morri, na hora não estava entendendo nada, estava confuso em minha cabeça, fiquei desesperado, louco, até ver ao longe uma luz em forma de homem ou mulher, mas que me ajudou a entender e a me acalmar.

Em um momento adormeci, quando acordei estava em um lugar igual a um hospital onde fiquei e estou me recuperando.


Mãezinha, diga a todos que estou bem e que agora virei visitá-los. O importante é que os erros do passado estou tentando consertar trabalhando em uma sala enorme que eu nunca tinha visto, cheia de pessoas doentes e limpando coisas.


Deixo a você, querida mãezinha, o meu enorme abraço e amor de seu filhinho,


José Anderson de Sousa


Carta recebida em 6 de agosto de 2011

As minhas pernas já podem andar de novo e eu estou radiante com isso. Já sinto todo o meu corpo e não estou mais anestesiada na cama do hospital. Eles fizeram isso, só pra eu não sentir dor, pois, a queda foi feia. Mas, na metade da queda, eu já não estava mais no meu corpo. Sei que foi um acidente. Demoraram muito para me encontrar, até porque o meu corpo não ficou inteiro. Só pude descansar, depois que tudo foi achado. Agora, graças a Deus, está tudo bem.


Eu já estou muito bem, outra vez. Só estudando e auxiliando os que necessitam.


Fiquem em paz e digam à minha família que não doeu nada, porque, na verdade, desencarnei antes de chegar ao chão, às árvores.


Digam-lhes, que estou em paz agora e que sempre que posso os vejo de onde estou. Ainda não pude visitá-los, mas, isso não irá demorar, pois, estou ganhando créditos aqui com os meus auxílios.


Fiquem bem,


Cíntia Maia

 


Carta recebida em 13 de agosto de 2011

Nunca irei esquecer aquela horrível chama e acontecimentos. Às vezes, ainda por ser humano e estar ligado às coisas da Terra.

Me sinto horrível por não tentar apenas soltar o cinto do carro. Por ter deixado você morrer de preocupação, mãe. Me desculpe por eu não ter lhe ouvido.

Se eu pudesse viver novamente não iria sofrer tanto, mas, peço seu perdão, mãezinha. Talvez eu possa corrigir esse erro ou falta de atenção.

Mas, o babado bom, mãe, é que a vó Terezinha veio até mim e me ajudou.

Não posso falar mais, mas peço que se cuide, viu dona Amélia.

Se cuide e um abraço de seu filho

Thiago 


Carta recebida em 20 de agosto de 2011

Meu filho Gabriel, sei que você não se conforma e busca auxílio de todas as maneiras, mas cuidado, nem todas as formas são  saudáveis.

Você bem sabe que se eu ainda estivesse por aí iria puxar suas orelhas em longas conversas que teríamos sobre isso, pois estou tratando de fazer isso daqui mesmo já que seus tios não estão conseguindo fazer daí. 

Filho, obedeça-os, pois eles são agora, nesse plano, as pessoas com quem poderás contar, não angusties seu coração e nem siga por esse caminho escuro e sem retorno pelo qual estás adentrando.

Ainda não era a hora de eu vir, mas precisava, pois, soube que você não anda se comportando muito bem aí na Terra.

Ô filhão, o pai vai tá sempre do teu lado, mas pra isso você tem que rezar muito, tem que se desligar dessa situação e de certos amigos que, na verdade, não são. Toma cuidado daí que eu te guardo daqui.

Que assim seja! Não é mesmo, cara?

Fica bem.

José Arimatéia Azevedo Araújo


Carta recebida em 20 de agosto de 2011

Oi, mãe! Tudo bem com a senhora?
Sei que se preocupa ainda comigo, pois não entende como tudo aconteceu. Não pense mais nisso mãezinha, só reze para que eu consiga permanecer bem.

Aqui onde estou, estão cuidando muito bem de mim. Não me falta alimentação e nem o que vestir. Até transporte eu já sei como usar aqui.

Mãe, tudo é lindo nesse lugar. 

Não esqueça, essas coisas só acontecem quando e onde necessitam acontecer. A minha hora chegou mas a sua ainda não. Não tente adiantar as coisas querendo o nosso encontro, pois, já me foi dito que não funciona dessa forma.

Agora já tenho que ir. Vim só pra te dizer que eu te amo um montão assim.

Fica em paz.

Kelly Cristina Soares Sena (ou Sousa - não ficou bem legível).





Carta recebida em 27 de agosto de 2011

Amigos, irmãos, agradeço muito por eu estar onde estou depois de ter passado o que passei. Depois de ter chorado até a última gota de lágrima.

Agradeço a Deus por estar assim. A luz divina me ajudou, se é que posso  falar assim.


Mãe Maria (Denimosa - escrita ilegível), peço só um pouco mais de paciência, pois, recebi a graça de vos visitar. Visitarei a casa onde nasci, irei acompanhado de um anjo daqui, para poder me controlar, pois, não saberei o que fazer logo de cara, mãe. Esse anjo é tão diferente dos que você me contava, que eles eram cheios de pena...

Mãe, só sei que poderei vê-los mais uma vez antes de me mudar para uma cidade distante que o anjo me disse.  Mãe, só poderei ir porque ainda estou aqui neste hospital. Sabe o que é interessante é que ele não fecha e nunca falta médico.

Até mãezinha, preciso descansar agora.

Beijos,

Leão Rodrigues



CARTAS RECEBIDAS EM JULHO DE 2011


Cartas recebidas em 09 de julho de 2011

Jenice, estou bem. Por que esse medo? Aqui é bom, sim. Não sei porque não acreditam que possa existir isto, não entendo porque tens medo se não acha que ainda posso estar viva, se ainda posso existir. Pois bem, existo ainda, posso respirar, posso aprender, posso estudar e tudo isso bem aqui.
Fica em paz filha, que posso saber que és bem protegida.
Fica com o "Nosso" Papai do céu e reza todos os dias, não esqueça.
Fica bem,

Edileuza Maria S...(ilegível)

*    *    *


Querida mãezinha, fique tranquila estou bem. Permaneço em uma pequena cidade aqui neste lugar onde estou. Não chores mais, fale para papai que não sofra assim. Nem todos estão bem, apenas rezem. Sigam esse conselho, é o que me falam quase toda hora por aqui.
Deixo um grande abraço a todos mãezinha Cristina.


Felipe Sousa Soares

*    *    *

Obrigado amigos, por essas assistências. Obrigado e peço que avisem minha mãe que estou bem nesse lugar. Parece até um paraíso, mas um paraíso em que se trabalha para evoluir.
Irmãos, peço a vocês que consigam tranquilizar minha mãe que ainda prossegue em pranto. Com a graça de Deus, estou bem. Apenas me desconcentro as vezes aqui por causa dos prantos de minha família.
Avisem minha mainha Teresinha.
Luiz José

Carta recebida em 16 de julho de 2011


Eu sei que é difícil, pai, mãe, família, mas, acho que foi coisa do destino, como aprendi. Pena que aprendi errado um pouco. Pensei sempre que, quando morresse iria para o céu, um céu que nunca compreendi como era. Aprendi a conhecer através da dor, mas conheci.
Mãe e família, estou em um lugar que, parece cidade, mas estou bem melhor.
Peço que vocês compreendam, mas procurem estudar coisas que tenham mais explicações.
Família, tenho que sair, aqui me despeço de vocês, não posso falar muito.
Deixo abraço pra mamãe Rosália e família.
De seu filho,

Rodrigo Santos

Carta recebida em 20 de julho de 2011


Querida mãezinha Raimundinha
Agradeço sua enorme presença de amor pedindo ajuda para amigos em suas orações. Venho aqui para tranquilizar seu enorme coração de mãe e de irmã perante Deus.
Até eu as vezes sofro, por me lembrar daquele acidente, ainda mais por um irmão que pensava fosse amigo, mas, obrigado por tudo, o bom é que estou bem, tenho uma nova casa aqui. Estou bem!
Deixo um enorme abraço a você e família.

Anderson Cruz

Carta recebida em 23 de julho de 2011
 

Oi mãe, aqui é seu filho Jud
Sabe, desculpe pelo que eu fiz. Agora é que eu comecei a acreditar, sabe, naquelas coisas que você falava e... só agora eu pude ver, com meus próprios olhos, onde estava e onde estou agora. Pensei que nunca iria dizer isso, mas graças a Deus existem anjos que ajudam pessoas como eu, pessoas que só acreditam vendo.
Aí mãe, agora estou trabalhando e estudando, aqui ainda falo palavras erradas e grosseiras, mas, estou me reeducando.
Mãe, depois eu venho falar mais coisas, há tanto para falar. Deixo beijos e abraços para mamãe Rosa Fernandes.
De seu filho,

Pedro Gustavo Souza


Carta recebida em 30 de julho de 2011

Saudade, é a única palavra que define o que sinto hoje. Saudade, saudade, saudade dos que deixei quando vim para este lugar. Saudade da minha família. Foi muito inesperado, nem pude me despedir deles. O acidente, simplesmente aconteceu sem que eu tivessechance de fazer algo para evitar. Perdi minha vida de graça. Tudo por conta da bebedeira. Todos haviam bebido muito, menos eu. Se eu soubesse dirigir, talvez pudesse ter evitado tudo isso, todo esse sofrimento que tomou conta de minha família e dos meus amigos. Aliás, ainda não os encontrei por aqui, não sei onde estão.
Já posso estudar e aprender aqui. Toda a revolta com a qual cheguei, já foi melhorando, agora já pude vir me comunicar e dizer para os meus pais que eu não bebi, na verdade eu nunca bebi nada que continha álcool em toda a minha breve passagem por aí.
Digam isso a eles, por favor, para que se conformem, mais digam, também, que todos temos nossa hora de vir para esse lado.
Já estou bem. Acalmem minha mãe, porque com sua angústia e culpa de me ter deixado sair, não consigo crescer aqui onde estou, nestes campos verdes e cheios de flores amarelinhas como o sol.
Mãe, eu estou bem. Só peço que reze por mim, para a minha evolução.
Beijos,

Yasmin


CARTAS RECEBIDAS EM JUNHO DE 2011

Carta recebida em 08 de junho de 2011

Manu, diz pra mamãe que vou ficar aqui esperando por ela, diz pra ela não se desesperar porque a gente vai se encontrar por aqui. Olha, o tempo neste lugar não existe, as horas, minutos e segundos são contados diferente e não se assuste, então, com o que direi agora: diga pra mãe que até breve!
Um beijo em todos,

Clarinha


Carta recebida em 08 de junho de 2011

Que carinha de anjo minha filha ainda tem. Já faz tanto tempo que vim para cá, para este lado e ela continua linda como sempre. Um anjinho.
Lembro-me, perfeitamente, dos olhinhos azuis e dos cabelinhos cacheados da cor do ouro, quando estavam no sol, posso ainda sentir sua mãozinha tocar minha boca querendo brincar, quando não tinha mais forças, pois, a doença foi me corroendo as entranhas e cheguei a tal ponto que eu não senti mais vir para esse plano onde tenho podido a cada dia, aprender um pouco mais sobre como é ter mais de uma chance e consertar as coisas.
Fico feliz porque agora consigo ver meu anjinho daqui. Sempre que tenho autorização a vejo por uma janela que se abre na minha mente, ainda não pude ir visitá-la, mas já me informaram que irei em breve, pois estou ganhando pontos aqui, trabalhando e ajudando os irmãos que chegam e não aceitam a passagem.
Digam a Maria Carolina, minha filhinha, que eu a amo muito e que sempre que sentir um arrepio gostoso, sou eu abraçando e beijando meu bebê.
Agradeço muito por este momento, a vocês todos e a equipe que me trouxe aqui.

Maria Luiza

2 comentários:

  1. Adorei esta idéia. Espero que permaneça! Sou espírita e acredito na vida após a morte.

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  2. Parabéns à direção do PROPARNAÍBA por este blog de ajuda e conforto àqueles que sofrem a dor da perda de um ente querido,que é muito grande e nos deixa sem chão e sem entender como e porque aconteceu.

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